A nossa Presidente, está em Nova York, para presidir a Conferência de abertura da Organização das Nações Unidas: o Brasil está lá, os olhos do mundo olham para lá. E eu , revisando o tempo , a historia, lembro que quando Osvaldo Aranha presidiu a I Conferência das Nações Unidas ,após a II Grande Guerra, foi quando foi criado o Estado Israelita. Ouvi, desde aquele tempo muita estória e muita historias sobre Osvaldo Aranha e a criação do Estado Palestino e destas verdades que ouvi está a de que foi o nosso ilustre conterrâneo beneficiado enormemente pelos judeus,tendo recebido benefícios econômicos imensos, entre outros a representação da montadora Willys, aqui no Brasil, naquele momento um verdadeiro regalo De fato , a família Osvaldo Aranha detém, até hoje, um status. Aliás, por oportuno, Fernando Collor deve saber disto, seu primeiro casamento...
Mas e a verdade verdadeira, como diz o poeta, quando vai aparecer? Será neste ano que os astrólogos chamam de Ano da Verdade?
Não sei ainda dos resultados do que está sendo colocado em votação na reunia quando se discute a libertação da Palestina. O que sei é que os Estados Unidos estão fazendo pressão, ajudando os israelenses. E li, também, que Dilma Rousseff é a favor da Palestina...
Em que mundo vamos entrar?
Desafio, com todo o respeito, os historiadores e políticos para que revelem a verdades históricas, afinal, “a verdade faz bem para a saúde”!(sem trocadilhos. Carolina Bahia!
Em Leitura de Jornal tem também um pouco sobre isto tudo quando Rosane de Oliveira e Carolina Bahia titulam seus artigos: Para americano ver, para inglês ver.
Economia
Os Estados Unidos estão cobrando e irritando os europeus, diz Jamil Chade, correspondente do Jornal Estado de São Paulo, que acrescenta o expressado pela Ministra das Finanças da Austia:”Acho peculiar que os americanos nos digam o que devemos fazer”...
Leitura de Jornal, que está a seguir, acrescenta “que dias nervosos do Mercado lembram 2008 e o Primeiro Ministro inglês afirma que “a situação atual da Europa é pior que a da crise passada”.
Brasil
O caso Battisti vai parar na ONU e talvez revele que foi um grande erro de Lula autorizar sua permanência aqui.
As areias de Copacabana estão coloridas com 594 vassouras “plantadas” na areia, pintadas de verde e amarelo lembrando os 594 deputados e pedindo o fim da corrupção, o que, aliás, vem se repetindo desde o dia 7 de Setembro e que este Blog tem publicado.
Agosto já passou, mas o ano ainda está em setembro...
Presidente foi a primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU
Dilma defende ingresso permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. 21/09/2011 - 10h44
O estado palestino e a ONU
As Nações Unidas podem se tornar o lugar para reativar a diplomacia paralisada;a questão é o que ocorrerá se os EUA não voltarem a resolução
Com os palestinos buscando apoio a UNO para a criação de um Estado, Washington apresenta dois argumentos para dissuadi-los: primeiro, que levar a questão a ONU significa um abandono unilateral das negociações com Israel; e segundo, que a iniciativia será contraproducente, pois os EUA vetarão qualquer resolução do Conselho de Segurança nesse sentido.
Esses argumentos são equivocados. Na verdade, a ONU pode se tornar exatamente o lugar para reativar uma diplomacia paralisada. A questão não deve ser o que ocorrerá se os Estadus Unidos vetarem uma resolução da ONU, mas se não fizerem.
Israelenses e palestinos estão em conflito há décadas e há 44 anos Israel controla Cisjordânia e Gaza.
Embora a existência de Israel tenha sido reconhecida pela ONU, tal reconhecimento deve ainda ser confirmado por muitos Estados árabes. Os israelenses vivem na insegurança. Décadas de negociações diretas e indiretas não produziram a paz.
Não podemos ignorar que os colonos israelenses no territórios ocupados votam votam nas eleições em Israel e os palestinos, não. Na falta de uma vigorosa posição internacional, qualquer governo israelense ouvirá a voz dos colonos. Assim, a ocupação se prolonga e um Estado palestino torna-se menos viável.
Mesmo o argumento segundo o qual os israelenses estão em busca de um compromisso tem servido para desviar a atenção, com base no temor de que, sem um Estado palestino, os árabes comprometeriam a maioria judaica de Israel ou sua democracia. Isso pode ser verdade mas a principal obrigação de Israel, de se retirar dos territórios ocupados, é a mesma dos árabes aceitarem Israel, segundo resolução da ONU.
Quanto aos palestinos, sem um apelo à ONU e às leis e normas internacionais, o que os convenceria a se abster de usar recursos provocativos ou militantes do CS traçaram planos para levar países e regiões da guerra para a paz.
Diante da oposição do Congresso a qualquer media da ONU, o governo Barack Obama certamente exercerá seu poder de veto no Conselho de Segurança. Mas este é um sintoma mais da nossa política enfraquecida do que de anteciparem a uma resolução da Assembléia Geral da ONU, com uma resolução do Conselho de Segurança avalizando a solução de dois Estados?
Isso pode ter implicações legais e normativas, trazendo moderação para ambas as partes, impedindo-as à mesa de negociações. A Resolução 1.397 da ONU, de 2002, afirmou a “idéia de uma região onde dois Estados, Israel e Palestina, viverão lado a lado dentro de fronteiras seguras e reconhecidas”.
Obama declarou que a solução de dois Estados deve ter como base as fronteiras de 1967, com trocas de terras. Seu governo não estaria indo longe demais apresentado a própria resolução ao CS, ou abstendo –se votar alguma delineada pelos aliados europeus.
E o que estaria incluído numa tal nas fronteiras de 1997, com trocas de terras mutuamente aceitas. Jerusa- e Jerusalém Oriental sendo a capital da Palestina. Acordos de segurança mútuos seriam negociados, incluindo uma possível mobilização de forças internacionais de manutenção da paz. E o problema dos refugiados palestinos seria resolvido de modo a respeitar os direitos legítimos dessas pessoas.
Washington deverá decidir: pode impedir o CS de adotar uma resolução ou se antecipar e determinar uma solução usando a melhor ferramenta que o mundo tem hoje.
Fonte: SHIBLEY TELHAMI & JOSHUA S. GOLDSTEIN / THE WASHINGTON POST
Tradução: TEREZINHA MARTINHO
Para americano ver
Quem ouviu o discurso da presidente Dilma Rousseff no lançamento oficial da Parceria par ao Governo Alberto, ao lado de Barack Obama, deve imaginar que o Brasil é o paraíso da transparência. Que aqui qualquer cidadão tem livre – e fácil – a cesso às contas públicas e que a imprensa pode consultar documentos oficiais sem burocracia. Quem conhece o Brasil sabe que o discurso da presidente está no plano das boas intenções e que a realidade é outra bem diferente: o acesso a informações publicas ainda é restrito e a lei que pode mudar essa situação está emperrada no Senado.
Não se está falando aqui de documentos secretos e ultrapassados, que recebem esse carimbo e são mantidos longe dos olhos do público por determinado tempo – ou para sempre, no caso de brasileiro. O que não bate com o discurso da presidente é o tratamento que os órgãos públicos dão a dados que nada tÊm a ver com a segurança nacional. No Brasil, em nome de respeito à privacidade não se pode revelar, por exemplo, o nome de servidores públicos que ganham acima do teto salarial previsto na Constituição.
O governo Alberto a que se refere o acordo firmado tem tudo a ver com transparência e com a possibilidade de qualquer cidadão, de seu computador pessoal ou de um telefone inteligente, conferir a execução do orçamento, projetos e detalhes da administração pública.
No discurso, a presidente citou o projeto que tramita no Congresso, “destinado a regulamentar o acesso às informações públicas, com regras transparentes e prazos menores para o sigilo de documentos”. E mais não disse sobre o tema.
O ideal seria que pudesse ter ido aos Estados Unidos com o projeto aprovado, mas as manobras dos senadores e ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor não permitiram que a proposta fosse votada antes do encontro com o Obama.
Dilma encerrou o discurso, convidando para o próximo encontro do Governo Alberto, em março de 2012, no Brasil. Disse estar certa de que, “até lá, teremos mais países e atores, engajados na iniciativa”. Nós, brasileiros, esperamos que, até lá, o Senado pare de enrolar e vote o projeto do acesso às informações públicas, para que o discurso dela em Nova York não caia no vazio.
Fonte: Jornal Estadão – coluna Página 10 por Rosane de Oliveira com Letícia Duarte
Para Inglês ver
Enquanto a presidente Dilma estiver discursando na ONU, exaltando os seus efeitos na saúde, deputados estarão discutindo a votação de uma emenda que obriga União, Estados e municípios a votação de setor. E não será fácil. Governadores desembarcaram em Brasília exigindo que o Senado assuma compromissos, como prazos de transição e uma fonte certa de financiamento, a exemplo da CPMF. Por falta de acordo, a famosa Emenda 29 espera pela regulamentação há anos. Como a responsabilidade sobre a saúde é compartilhada, prefeitos, governadores e Planalto vivem um eterno jogo de empurra. Em 2009, o Brasil investiu por dia, na saúde de cada brasileiro, R$1,82. É menos do que a média dos países africanos. E, além de gastar pouco, gastou mal, sem fiscalização ou exigência de qualidade nos serviços. A tradução desses números está na falta de hospitais no Estado, nas filas do SUS, nos municípios desamparados. Fotografias que ficarão de fora do discurso de Dilma para os estrangeiros.
Fonte: Jornal Estadão – coluna Brasília por Carolina Bahia com Kelly Matos
EUA cobram ação e irritam europeus
Reunião de ministros de Finanças da EU, volta a expor divisões e críticas do secretário do Tesouro americano são mal recebidas.
Dividida, a Europa mais uma vez não se entende sobre como superar a crise, deixa a Grécia no Olimbo e recebe do secretário,de Tesouro americano, Tim Geithner, um cobrança clara: a falta de ação levará o mundo a uma nova recessão e a “riscos catastróficos”.
Ontem, os ministros de Finanças da EU se reuniram na Polônia com a tarefa de tentar encontrar uma estratégia para superar a crise da dívida. Uma vez mais, porém, a única decisão foi a de adiar medidas.
Fonte: Jornal Estadao - Economia por Jamil Chade / Correspondente Genebra
Brasil manobra, mas Haia julga caso Battisti
Governo deixa de indicar nome para comissão de conciliação, como havia sido porposto pela Itália, e considera inevitável que corte avalia situação
O governo brasileiro adotou uma manobra diplomática para retardar um julgamento pela Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia (Holanda), e reduzir o impacto de uma eventual condenação por decidir não extraditar o ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na Itália.
O Brasil rejeitou a proposta da Itália de criar uma comissão de conciliação para se chegar a uma "solução jurídica amigável". Com isso, o governo tenta manter o assunto no âmbito quase sigiloso dos despachos diplomáticos e evita os holofotes de um tribunal internacional.
A Itália havia pedido ao Brasil que indicasse até hoje um representante para a Comissão Permanente de Conciliação, prevista na Convenção sobre Conciliação e Solução Judiciária, assinada pelos dois países em 1954. Assim, conforme o texto da Convenção, daria por encerradas as tratativas sobre o caso pela via diplomática. Um árbitro neutro, provavelmente indicado pela Corte de Haia, estaria incumbido de propor um acordo entre as partes. O prazo estipulado pela Itália não está expresso na convenção e, por isso, o Brasil não trabalhava com esse limite.
Impasse. Independentemente disso, já havia um entendimento de que o Brasil não indicaria seu representante nessa comissão. A avaliação do Itamaraty é que não há possibilidade de acordo no caso. A única resposta aceitável para a Itália é que Battisti seja extraditado; o Brasil insiste que uma decisão soberana foi tomada pelo Estado brasileiro e recusa-se a entregá-lo.
Assessores jurídicos da Presidência da República e do Itamaraty enfatizam que o caso, de qualquer maneira, chegará à Corte de Haia. Por isso, não veem razão para instalar a comissão.
Rejeitar a interferência dessa comissão teria uma consequência adicional considerada relevante pelo governo brasileiro. A avaliação de assessores jurídicos é de que evitar essa comissão restringe os efeitos e a legitimidade de uma eventual decisão da Corte de Haia contrária à permanência de Battisti no Brasil.
Se aceitasse essa comissão, o Brasil estaria admitindo o julgamento pela Corte de Haia. O texto da convenção estabelece que a falta de acordo entre as partes leva automaticamente o caso para uma decisão final da Corte. Mesmo que a decisão seja contrária ao Brasil, ela tem, na avaliação de diplomatas brasileiros, só efeito moral - que seria amenizado pelo fato de o País não ter reconhecido a ação de uma comissão de conciliação. Não há nada que obrigue o Brasil a acatar qualquer decisão de Haia.
Diplomacia. Na próxima semana, o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, deve encontrar o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, em Nova York. Um dos temas a serem tratados é justamente a situação de Battisti. Ao longo dos últimos meses, o embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, tem-se encontrado com o secretário-geral do Itamaraty, embaixador Ruy Nogueira. As conversas, no entanto, não levam a nenhuma conclusão.
Diplomatas ouvidos pelo Estado afirmam que o governo brasileiro entende a pressão italiana como um caso de política interna muito sensível. Nem por isso poderá ceder, já que o asilo político já foi concedido a Battisti. Quando o caso chegar a Haia, o Brasil contratará um advogado para fazer sua defesa. Antes disso, nada será feito.
PARA ENTENDER
Texto de 1954 prevê conciliação
-A Convenção sobre Conciliação e Solução Judiciária entre o Brasil e a Itália foi assinada em 1954 pelos dois governos. Três anos depois, ela entrou em vigor.
-O texto estabelece que, caso não haja solução diplomática para controvérsias que surjam entre os dois países, Brasil e Itália indicam um representante cada para uma comissão de conciliação judiciária.
-O presidente dessa comissão é escolhido por consenso pelos dois países. Se não houver acordo na definição desse nome, um integrante da Corte de Haia, que não seja italiano ou brasileiro, é escolhido por sorteio.
-Caso uma das partes não aceite a proposta final da Comissão de Conciliação, ela pode submeter o objeto da controvérsia à Corte Internacional de Justiça.
-Itália e Brasil, na verdade, já deveriam ter criado essa comissão ainda em 1958, seis meses depois que a convenção entrou em vigor, conforme previsão do texto firmado entre os países. No entanto, como nunca houve conflitos sérios que demandassem a intervenção dessa comissão, isso nunca foi feito.
E , por favor, prestem atenção : a Grecia deverá sair da UE ,o que ocasionará uma queda sem precedentes nas Bolsas e ,da política internacional, há um olho mirando para um embate China –Estados Unidos.
Comercios, comércios......mundo no avesso. Cuidados! É o que consegui ver na Leitura.
O brasileiro está começando a perder a paciência com a corrupção. As comemorações do 7 de Setembro ensejaram manifestações populares convocadas pelas redes sociais em várias capitais estaduais e no Distrito Federal, ontem 25 mil pessoas desfilaram pacificamente pela Esplanada dos Ministérios proclamando palavras de ordem contra a corrupção e os corruptos. Em São Paulo, centenas de manifestantes ocuparam pela manhã a Avenida Paulista, com o mesmo propósito. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lançou na véspera e publicou na imprensa carioca, na quarta-feira, em página dupla, o Manifesto do empresariado brasileiro em favor da ética na política, em que afirma que o combate à corrupção “é uma bandeira coletiva, que representa a aspiração de todo um país”.
Na história recente do País, foi assim que começaram os grandes movimentos populares que, por exemplo, se transformaram em 1984, na Campanha das Direitas e, em 19884, na Campanha das Direitas e, em 1992, na mobilização dos jovens caras-pintadas, que fez eco ao clamor popular contra as maracutaias do governo do “caçador de marajás” e forçou o impeachment do presidente Fernando Collor. Agora, é perceptível a revolta latente da população contra os desmandos na administração pública, em todos os níveis. As manifestações do 7 de Setembro podem ser um indício de que esse sentimento começa a se generalizar e a se potencializar, ou seja, a procurar formas mais ativas e concretas de expressão.
As razões por detrás dessa fermentação são óbvias e vão se acumulando: a indecorosa decisão dos deputados federais de absolver uma colega, Jaqueline Roriz, que tinha a casacão de mandato recomendada pela comissão Ética da Câmara por ter sido flagrada recebendo propina, dinheiro vivo, quando era candidata a deputada distrital em Brasília; a impressionante sucessão de denúncias na mídia e as investigações policiais sobre bandalheiras em órgão da administração federal, que resultaram na demissão de pelo menos três ministros em curto prazo, graças à “faxina” da presidente Dilma Rousseff; mais recentemente, o movimento de governistas e do PR & companhia para minimizar a importância e a abrangência dessa mesma “faxina”, forte a ponto de constranger a própria chefe do governo a declarar que não é movida pela intenção de fazer uma devassa nos Ministérios, mas apenas pela obrigação de investigar e punir eventuais irregularidades.
Essa tática diversionista, aparentemente motivada pelo receio de que a tal “faxina” acabe sendo debitada na conta do chefão Lula – afinal, os três ministros demitidos foram herdados de seu governo -, pode afrontar ainda mais a opinião pública, já indignada.
Da mesma forma que as pesquisas de opinião demonstraram grande apoios à ação saneadora da presidente nos episódios das demissões dos ministros poderão vir a revelar exatamente o oposto se em algum momento às pessoas começarem a achar que o Palácio do Planalto se tornou condescendente com a bandalheira.
Por enquanto, aqueles que acham que deve continuar prevalecendo à cínica idéia de que não há nada de errado – ao contrário, são males necessários, e por isso tolerável – num superfaturamento aqui, num desvio de verba ali ou num nepotismo acolá podem contar com o fato de que, embora despontem os primeiros indícios de protestos, não existe ainda uma efetiva mobilização nacional contra a corrupção.
As entidades representativas dos trabalhadores, sindicatos e centrais, por exemplo, bem como instituições como a UNE, decisiva na mobilização dos caras-pintadas de 1992, até o momento não parecem sensibilizadas com a questão. Algumas delas promoveram manifestações no 7 de Setembro, mas exclusivamente para enfatizar reivindicações corporativas.
Ao tentar negar a evidência de que a corrupção é endêmica na administração federal e colocar panos quentes no combate à corrupção, os governistas podem estar dando um tiro no pé. A indignação popular, quando se agrava, geralmente se transforma numa bola de neve e fica incontrolável. PACIÊNCIA TEM LIMITE.
PASSEIO ENTRE FRONTEIRAS
Obras da 8ª Bienal do Mercosul discutem imigração, questões de território, raça e nação.
Biennal
Não é necessário ser especialista para perceber que esta 8ª edição da Bienal é a mais política.O conjunto em exposição nos armazéns do Cais do Porto discute territórios e fronteiras usando signos como mapas, cartas, bandeira, passaportes – criando territórios imaginários com histórias tão interessantes quanto as de lugares reais.
Tome-se como exemplo uma das primeiras obras a atrair o olhar na entrada do armazém A4. Uma corrente dourada amontoa-se até formar o relevo de uma ilha em miniatura. De autoria do mexicano Eduardo Abaroa, o trabalho faz referência a uma ilha cuja mudança de status, de real a fictícia, carrega implicações sérias para a economia mexicana. A chamada Isla Bermeja está nos mapas do México praticamente desde as primeiras descrições cartográficas do país –a referência mais antiga é de 1535.
Mas nunca ninguém se preocupou em ir até lá até bem recentemente, quando descobriu-se haver petróleo nas redondezas. Só que a ilha não foi encontrada.
-Embora técnicos e geógrafos ressaltem que a procura deveria ser mais ampla, a população começou a espalhar lendas de que os norte-americanos haviam roubado ou afundado a ilha, agora que ela valia alguma coisa- comentou Abaroa.
Se o mexicano aborda uma ilha não encontrada, o paulista André Komatsu apresenta uma ilha que se move. Quatro ventiladores, soprando em direções diferentes, fazem girar uma mesinha com rodas, em frente à outra obra do mesmo artista, um muro em que uma coluna de tijolos foi deslocada com um macaco hidráulico – referência a fronteiras livres para capitais, não para pessoas.
Além de bandeiras e mapas (provavelmente os signos mais presentes nos armazéns da Bienal), o camaronês Barthélémy Toguo também trouxe ao espaço da Bienal a burocracia dos atuais impasses nas fronteiras internacionais. Sua obra The New World Climax (“O Clímax do Novo Mundo”) constitui-se de carimbos gigantescos esculpidos em madeira – bem como os dizeres de cada um impresso em folhas coladas em uma parede ao fundo (entre elas, um simpático “passaporte de gaúcho”- alguém deve ter soprado no ouvido do artista sobre o proverbial bairrismo dos locais).
As obras também esboçam suas próprias narrativas. A guatemalteca Yasmín Hage criou uma maquete de madeira e papelão reconstruindo a Aldeia Modelo, tentativa do governo da Guatemala de, nos anos 1980, retomar áreas em plena selva por meio da presença do exército em aldeias planejadas.
Acompanhada o trabalho um vídeo que só se consegue assistir ao colocar a cabeça em uma estrutura cilíndrica de madeira. Um convite a olhar mais perto.
O que também é necessário ao se aproximar da obra de Jean – François Boclé – pilhas de produtos comerciais ordenados num arranjo que à distância lembra o horizonte de prédios de uma grande cidade. Mais perto, revelam-se os produtos, adquiridos em supermercados: alvejantes, doces, utensílios domésticos. Mais perto ainda se vê que ela segue uma linha: da esquerda à direita, de rótulos com fotos e desenhos realísticos de pessoas brancas até produtos em que a imagem de negros é caricaturada: olhos esbugalhados, lábios grossos, mostrados em ocupações subalternas.
A impressão do Cais do Porto em seu conjunto é uma curiosa mistura de ordem e excesso. A exposição aproveita muito bem os espaços, cada obra está lá sem que atropelem as outras, vizinhas. Já o excesso vem da enorme quantidade de informações reunidas – passa-se facilmente uma hora inteira observando um único armazém antes de lembrar que há outros na sequência. Na dúvida, não hesite em perguntar aos mediadores, já que muitas das histórias por trás de cada obra são tão interessantes quanto à própria obra.
Texto publicado no dia 27 de Agosto de 2011 no Jornal
PONCHE VERDE/ Dom Pedrito
na coluna de TORQUATO PORTILHO
Janaína
(texto reproduzido ao lado)
No vai e vem da vida, tudo aquilo que plantamos com nobres sentimentos e claros objetivos, refluitará no tempo, nos trazendo a doce sensação da utilidade de nossas intenções. Do outro lado da linha, desde Porto Alegre onde reside há muitos e muitos anos, nossa ilustre conterrânea, Ione Garcez Vieira, jornalista me faz honrosa solicitação. Ela que foi diretora deste jornal,em 1963, e que, juntamente com Kleber Jardim, produziu, por algum tempo, uma das colunas mais apreciadas pelos leitores, disse-e que gostaria de ter em mãos um comprovante dessas publicações. Reminiscência.
Ressalta-se, por oportuno, que Ione, nessa mesma época, tomou a si o encargo de enfrentar uma fase de transição que vivenciamos, e que nos causou algum transtorno (acho que já falei sobre isso, aqui). Houve a necessidade de o jornal entregar a casa onde funcionava, da propriedade de João Machado da Silveira, na rua Bernardino Ângelo. A máquina impressora que usávamos grande de mais, não pode ir junto com os tipos móveis. Transportá-la e assentá-la em outro local, tornava-se impraticável, dado suas características de impressora ultrapassada no tempo.
Passamos, então a trabalhar somente com os tipos móveis, produzindo ( numa peça à rua Duque de Caxias) as chapas de cada uma das páginas, para que Ione no seu Fusca, as transportasse até a gráfica da dona Dadá D’Mutti onde era feita a impressão. Era uma tarefa que exigia dedicação e resignação. Uma situação atípica que enfrentamos e vencemos, sob o comando da Ione. E, em meio a essas dificuldades, contamos com o apoio do Dr. Luiz Mário Gonçalves. Adquirimos em Porto Alegre, uma máquina impressora, de pequeno porte (plana), mas que serviu para sairmos daquela situação de dependência e produzirmos o jornal no seu todo.
Mas o que vale ser ressaltado agora, quando recebo solicitações da prezada amiga Ione (filha do saudoso pedritense Alexandre Vieira, cujo nome ocupa, merecidamente lugar de destaque bem no coração da nossa cidade: Hotel Alexandre), é o fato de que, naquela época, a grande sensação era a Crônica Social publicada por este jornal, o bjetivamente, por dois motivos: primeiro, porque era produzida com carinho, dentro de pequenos e inteligentes tópicos. A crônica tinha um charme especial, registrando a vida social pedritense em todos os seus lances; e o segundo motivo, é por que todos desejavam saber quem era a tal Janaína, autora, que usava esse pseudônimo, o que , a rigor, ninguém ficou sabendo, com Ione e Kleber em silêncio.
Neste comprovante que estou remetendo para Ione, dentre outros assuntos (o jornal é de 3 de agosto de 1963) registra o seguinte: Família Lopes recepcionou comemorando o aniversário de D. Fany; Deputado Honório Severo paraninfa normalistas da Escola Horto; Dr. Luiz Maria, filho de D’Célia, está na terra; Carmem Beatriz passou à Nédia o título de Namorada do Cup; predisidido por Carlos Jader Feldman, o Cup encerra suas atividades do ano; Orquestrade Pierre Kolman e o conjunto Noblesse, nos bailes de exposição; Rainha do C.C Andréia Gonzalles entregará a faixa à nova eleita, no “debut”. Hoje irei acontecer ao som de Lujan Cardilho. Na próxima semana contarei.
E despede-se assim:Estou satisfeita por ter prestado pouco atenção aos bons conselhos. JANAÍNA.
Através das redes sociais e todos os outros meios de comunicação, o povo brasileiro pe chamado para amanhã(7) fazer seu brado de repulsão, de protesto. Foi assim antes, vamos ver agora (leiam em Tutti Vasques) e é isto que peço aos jornalistas que mirem suas lentes...
MIREM SUAS LENTES...
Por outro lado, os Metálurgicos do Aba fecharam uma negociação inédita, fazendo crer- como escreve- José de Souza Martins- uma mudança radical nos meios até agora em uso. Muda, assim o perfil e o sindicalismo começa a ter outra história.
Marcha
Enquanto marchamos com a Pátria, olhamos pela janela o Céu, a Terra o olhar das pessoas...
Esta semana- 05/09/2011
Ele é candidado a que?
José Dirceu, reapareceu com “pinta” de Che Guevara: pode? Na memória do argentino, que eu me lembre, serve a traição que lhe fizeram, com Régis Debre, na Bolívia.
A volta de José Dirceu, entre Lula e Dilma, de braços erguidos sugere um guerrilheiro vencedor, depois de mensalões e tudo: isto é uma vergonha,como diz Boriz Casoy.
- Vamosver a memória do povo, amanhã!
Cofre
O governo Federal, depois da reunião do Conselho Politico, ontem resolveu por um corte de 10 Bilhões, tentandosegurar a inflação e como disse o Ministro Guido Mantega, “Se vier uma situação pior para a economia por conta do cenário externo, oBC estará em condições de reagir com política expansionista (corte nos juros).
E Dilma disse hoje, (30) em Caruaru:
“Nós começamos a ter redução dos juros no Brasil. Isso é importante. O Brasil pratica uma das mais altas taxas de juros do mundo. Nós temos que reagir de dois jeitos. O primeiro é garantir que o Brasil siga crescendo. Nossa maior defesa é o mercado interno. É ele que permite que sejamos um país que conta com sua força, que pode e que vai manter seus empregos e sua economia crescendo. Essa pe a melhor resposta à crise”, afirmou.
(este texto foi escrito semana passada, que, por razões tecnicas não forão ao ar) Vale apena conferir!
Eu só perguntei
Não estava twittando, não, mas foi ai que pensei: Lula desceu a rampa? E Dilma subiu? Olhem, não me recordo da cerimônia, ms ficou na minha cabeça a falta desta imagem e daí pensei: se não desceu, se não subiu, quem Governa?
Lula em Vila Euclides.
Sabe-se lá, há uma mistura de ontem como hoje que dá gosto e é gente saindo e gente sendo chamada derepente a imagem do Mandes Robeiros, que não é do campo e se veste de sem-terra (olhem a foto!) e pousa serelepe para a platéia, e estamos agora na Expointes, tempo de susutos anteriores.
E vem semtembro, e revejo a foto da Senhora Presidente com os militares (está na Leitura de Jornal) e tudo isso, para mim, se mistura. Que bola vai dar? De festa Pois o Ministro da Educação, o Haddad, filho dileto de Lula não continua lá fazendo do Enem uma lambança e andando de bicicleta, treinando para ganhar a Prefeitura de São Paulo?
Eu só perguntei!
Nova Escola
Esta coisa de educação, que escrevi sobre a Nova Escola(no site) e a onda que esta chegando aqui, com manifestação à chilena, marcada para São Paulo pode ser o começo de uma cruzada.: com gosto de quê, mesmo?
Será como aquela turma que balançou o Coller ate cair? Será que eles vem à la UNE?
Só perguntei!
Agora, falando bem serio: tem acontecimentos na semana que mexeram com a minhca cabeça, como este:
Bandeira 2
O título esta ligado ao texto, como convem: vão ver:
O prêmio Nobel de Quimica 2009, o americano Thomas Stertz, denuncuou nesta semana que os “laboratórios farmacêuticos pesquisam antibióticos efeitivos” e acrescentou que “ não querem que o povo se cure. “ Preferem- disse ele- entrar o negócio em remédios que deverão ser tomados durante toda a vida, que “muitas das grandes farmacêuticasfecharam suas pesquisas sobre antibioticos porque estes curam as pessoas”.
Thomas Stertz é um pesquisador do instituto Médico Howard Hughes da Univesidade de Yale e está em Madri paricipando de um congresso Internacional de Cristalografia (estudo da estrutura dos átomos nos cristais da natureza).
Enquanto isso, as revelações da jornalista Claudua Colucci, na Folha de São Paulo, “cola” com que Sterts diz:
“O crescimento econômico brasiliero, o aumento do poder de compra, especialmente nas classes C e D e as políticas governamentais de acesso a remédios são razões que explicam o interesse no paíse, hoje o segundo mercado que mais cresce no mundo – só depois da China.
Além dos genéricos, um outro mercado que ganha mais interesse são os medicamentos biológicos, que, no ano passado, passou a ter nova regulamentação no país. Em abril deste ano, a americana Amgem anunciou a aquisição da brasileira Bergamopor U$$215 milões dólares.