quinta-feira, 8 de setembro de 2011

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Texto publicado no dia 27 de Agosto de 2011 no Jornal 
PONCHE VERDE/ Dom Pedrito 
na coluna de TORQUATO PORTILHO


Janaína


(texto reproduzido ao lado)
No vai e vem da vida, tudo aquilo que plantamos com nobres sentimentos e claros objetivos, refluitará  no tempo, nos trazendo a doce sensação da utilidade de nossas intenções. Do outro lado da linha, desde Porto Alegre onde  reside  há muitos e muitos anos, nossa ilustre conterrânea,  Ione Garcez Vieira, jornalista me faz honrosa solicitação. Ela que foi diretora deste jornal,  em 1963, e  que, juntamente com Kleber Jardim, produziu, por algum tempo, uma das colunas mais apreciadas pelos leitores, disse-e que gostaria de ter em mãos um comprovante dessas publicações. Reminiscência.

Ressalta-se, por oportuno, que Ione, nessa mesma época, tomou a si o encargo de enfrentar uma fase de transição que vivenciamos, e que nos causou algum transtorno (acho que já falei sobre isso, aqui). Houve a necessidade de o jornal entregar a casa onde funcionava, da propriedade de João Machado da Silveira, na rua Bernardino Ângelo.  A máquina impressora que usávamos grande de mais, não pode ir junto com os tipos móveis. Transportá-la e assentá-la em outro local, tornava-se impraticável, dado suas características de impressora ultrapassada no tempo.

Passamos, então a trabalhar somente com os tipos móveis, produzindo     ( numa peça à rua Duque de Caxias) as chapas de cada uma das páginas, para que Ione no seu Fusca, as transportasse até a gráfica da dona Dadá D’Mutti onde era feita a impressão. Era uma tarefa que exigia dedicação e resignação. Uma situação atípica que enfrentamos e vencemos, sob o comando da Ione. E, em meio a essas dificuldades, contamos com o apoio do Dr. Luiz Mário Gonçalves. Adquirimos em Porto Alegre, uma máquina impressora, de pequeno porte (plana), mas que serviu para sairmos daquela situação de dependência e produzirmos o jornal no seu todo.

Mas o que vale ser ressaltado agora, quando recebo solicitações da prezada amiga Ione (filha do saudoso pedritense Alexandre Vieira, cujo nome ocupa, merecidamente lugar de destaque bem no coração da nossa cidade: Hotel Alexandre), é o fato de que, naquela época, a grande sensação era a Crônica Social publicada por este jornal, o bjetivamente, por dois motivos: primeiro, porque era produzida com carinho, dentro de pequenos e inteligentes tópicos. A crônica tinha um charme especial, registrando a vida social pedritense em todos os seus lances; e o segundo motivo, é por que todos desejavam saber quem era a tal Janaína, autora, que usava esse pseudônimo, o que , a rigor, ninguém ficou sabendo, com Ione e Kleber em silêncio.

Neste comprovante que estou remetendo para Ione, dentre outros assuntos (o jornal é de 3 de agosto de 1963) registra o seguinte: Família Lopes recepcionou comemorando o aniversário de D. Fany; Deputado Honório Severo paraninfa normalistas da Escola Horto; Dr. Luiz Maria, filho de D’Célia, está na terra; Carmem  Beatriz passou à Nédia o título de Namorada do Cup; predisidido por Carlos Jader Feldman, o Cup encerra suas atividades do ano; Orquestra  de Pierre Kolman e o conjunto Noblesse, nos bailes de exposição; Rainha do C.C Andréia Gonzalles entregará a faixa à nova eleita, no “debut”. Hoje irei acontecer ao som de Lujan Cardilho. Na próxima semana contarei.
E despede-se assim:  Estou satisfeita por ter prestado pouco atenção aos bons conselhos. JANAÍNA.








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