"Diálogo com radicais do Islã é INÚTIL"
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Ayaan Hirsi Ali é a mais famosa critica não ocidental do fanatismo islâmico. Em infiel, ela conta sua infância e adolescência na Somália, Etiópia e Quênia, vivendo todos os rituais de uma família muçulmana (passando, inclusive, pela infibulação do clitóris). Em Nômade, seu novo livro a, militante escritora conta sua experiência de adaptação à cultura dos EUA, paíes que escolheu para morar depois de receber ameaças de morte e ser perseguida por radicais muçulmanos por ter codirigido um filme, Submissão, sobre a opressão da mulher no mundo islâmico.
Seu livro Nômade é retrato de sua família, formada de imigrantes em pior situação que ela: uma prima tem AIDS, outra foi indiciada por tentar matar o marido e há ainda um terceiro parente que manda todo o dinheiro que ganha para alimentar o clã na faminata e caótica Somália.
"Erundina vê 'jogo' com Comissão da Verdade"
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| Cena. Erundina: governo teme 'vexame político internacional' |
Para deputada, pressa do Planalto em aprovar projeto de criação não é sincera, mas uma manobra para dar satisfação rápida à pressão de corte de OEA.
A deputada Luíza Erundina (PSB-SP) desconfia da pressa do governo para aprovar o projeto de lei que cria a Comissão Nacional da Verdade. Em sua avaliação, a correria não se deve a uma preocupação sincera com o esclarecimento de violações de direitos humanos ocorridas na ditadura militar. O objetivo verdadeiro seria dar uma satisfação rápida à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e evitar constrangimentos internacionais ao Brasil.
É sempre assim que as ditaduras começam
Representantes da oposição argentina acusaram ontem o governo da presidente Cristiana Kirchner de querer montar uma “lista negra” de jornalistas que escreveram sobre a maquiagem dos números da inflação oficial e publicaram índices paralelos elaborados por consultorias econômicas e associações de consumidores.
O futuro mostra a face em Berlim
Além de mostrar milhares de inovações que se transformam em produtos e que estarão chegando ao mercado nos próximos meses, algumas feiras e congressos vão além e antecipam um pouco do mundo de amanhã com um realismo impressionante. Essa foi exatamente a sensação da maioria dos 238 mil visitantes da IFA 2011, evento que terminou na última segunda-feira, em Berlim.
Este ano, o evento bateu todos os recordes e se consolidou como o maior do mundo na área de eletrônica de entretenimento. Em um pavilhão, denominado TecWatch, centenas de profissionais e jornalistas especializados assistiram a uma centena de palestras de líderes, cientistas e visionários, não apenas sobre as novidades que estão chegando ao mercado, mas, em especial, sobre as grandes tendências da tecnologia e a respeito de tudo que está no forno dos maiores laboratórios. No TecWatch, nos sentimos em 2020, diante de coisas apenas imaginadas, mas aparentemente distantes.
Imagine um carro elétrico sem motor. Ou os televisores inteligentes (smart TVs) que acessam canais de todo o mundo, via internet. Ou a TV 3D que dispensa o uso de óculos especiais. Ou a casa digital, energeticamente autossuficiente e que reduz quase a zero as emissões de carbono. Ou a revolução que a internet promete fazer em nossa vida, com acesso via celular de quarta geração e banda larga a mais de 100 Megabits por segundo, em qualquer ponto do planeta. Ou como será o estilo de vida das próximas gerações. Ou as transformações profundas que a interatividade pode trazer à mídia.
O que virá. Exploremos um pouco mais essas tendências antecipadas pela TecWatch, na seção dedicada à “tecnologia para os mercados de amanhã” da IFA. O carro-conceito está sendo desenvolvido pelo Instituto Fraunhofer, da Alemanha. Não tem motor, mas sistemas de propulsão elétrica acoplados nas próprias rodas. Se tudo der certo, será uma revolução na área de transportes.
Já a TV 3D que dispensa o uso de óculos especiais (também chamada 3D-TV Glass-less) tem pelo menos duas opções em fase avançada de desenvolvimento: uma criada pela japonesa Toshiba e outra pela coreana LG. Talvez em quatro ou cinco anos a TV 3D se torne a tecnologia padrão e produto comercial de sucesso.
Na casa digital dos próximos anos, todos os eletrodomésticos estarão interligados pela internet e por redes sem fio. O refrigerador inteligente apresentado pela LG já dispõe de tela de computador na porta e pode controlar todo o consumo de produtos. Também é capaz de fazer pedidos automaticamente ao supermercado, antes que faltem itens como leite, frutas ou carne.
A TV 3D pode ser utilizada numa nova versão do jogo Fórmula 1, com extraordinário realismo. A alemã Löwe criou uma poltrona em forma de casca de ovo, com sistema de áudio para quem quer repousar e ouvir música, isolando-se do mundo, sem a pressão dos fones de ouvido.
Combinando a medicina chinesa com as novas tecnologias, a filial alemã do Shenzhen Breo, chamada Breo Technology, exibiu uma curiosa máscara hi-tech com óculos massageadores do rosto e dos olhos. A sensação de alívio nos nervos da face e nos olhos é surpreendente.
Para a maioria dos palestrantes do TecWatch, o papel das tecnologias digitais se torna cada dia mais relevante na elevação da qualidade de vida. Algumas apresentações merecem destaque especial, como o painel que mostrou “a importância de se buscar o equilíbrio entre a vida e o trabalho com base nas tecnologias inteligentes (smart technologies)”. Ou ainda a palestra que debateu “Que direção tomará o futuro? Da inovação da mídia aos modelos de negócio de amanhã”, proferida por Markus Lempa, do Instituto Memocine/Heinrich Hertz-Fraunhofer.
Dimensão
- 238 mil pessoas visitaram a IFA, em Berlim, evento que terminou na segunda-feira
- 1.440 expositores participaram da feira, espalhados por um espaço de 144 mil metros quadrados
O futuro mostra a face em Berlim
Empresas que administram malha ferroviária do País não encontraram viabilidade econômica em seis trechos de estradas de ferro que devem ser recuperadas
Quase 1.700 quilômetros de ferrovias - praticamente uma Transnordestina - podem voltar para as mãos do governo federal. Na semana passada, as empresas que administram a malha nacional entregaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) os projetos de recuperação de 33 trechos abandonados, que somam 5,5 mil quilômetros de estrada de ferro.
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Varredura. Em ferrovia deteriorada, moradora ensaca sobra de açúcar de vagões
Em seis trechos, as companhias não encontraram viabilidade econômica para restauração.
Segundo o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, as propostas ainda serão estudadas. Em caso positivo, a agência poderá fazer novos leilões de concessão das áreas. Entre elas estão dois trechos da antiga Transnordestina, administradas pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma da América Latina Logística (ALL) e uma da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada da Vale. Em alguns casos, as companhias podem ter de indenizar a União, de acordo com o diretor-geral da ANTT.
Nos demais 27 trechos, as concessionárias apresentaram plano para reativação dos ramais. Um deles é o da América Latina Logística (ALL), entre Pradópolis e Colina, em São Paulo, num total de 131 km. A recuperação das áreas vai elevar a capacidade da ferrovia brasileira. De acordo com dados da ANTT, apenas 10% da malha de 28 mil quilômetros é plenamente usada.




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