Reproduzo esta Carta a Gabriel, pensando no momento presente da Argentina,
quando a presidente Cristina
Kirchner faz um Governo que lembra o passado, com
estatizações e ensaia a discussão em
torno das Ilhas Malvinas...
Mas um tango se vá a dançar?
A pergunta, dita em espanhol, fala da Cristina Kirchner e sua pretensão
de permanecer na Presidência Argentina e busco para encontrar a inspiração a
etimologia da palavra tango, até para entender suas raízes e compreender a conexão
portuguesa, africana que temos e chego assim à Dilma e com ela, a mulher na
política...
Só agora o Brasil tem uma mulher Presidente, mas a Argentina já conheceu
a Evita Perón, a Isabelita e agora Cristina e me confesso surpreendida com esta
certa “teimosia” do argentino, pois dá na lembrança que nem uma nem outra
ofereceram melhores momentos à história.
Adversários tradicionais nas fronteiras, em todas as latitudes, Brasil e
Argentina é um clássico, sempre incendiado de paixões... Agora mesmo, temos em
Libres centenas de caminhões impedidos de entrar ali com os calçados
brasileiros e ficamos em prejuízo, como de outras vezes. Com todo o respeito,
mas o MERCOSUL tropeça nessa rivalidade e a América fica em meio, sem crescer
na sua hegemonia.
E daqui a dois meses os Hermanos escolhem alguém para um novo período
presidencial, com Cristina tendo hoje 51% das preferências, mas eu me pergunto:
as terá até lá? Por isto a pergunta: mas um tango se vá a dançar? Sei que é
belo, alegre, sensual, que empolga em “la noche”, mas quando amanhece o dia,
temos a pressa dos negócios e nem sempre a ressaca é boa.
Não sei o que se vai passar no País Hermano, até porque lá tem, como
temos aqui, histórico de corrupção, greves, ditaduras, torturas...

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