BAILE DE MESTRES
Rivalidades que marcaram a trajetória de Meneghetti
Até os aliados tinham Ildo Meneghetti como um líder “borocoxô”. Era contido, sem a expressividade que o rádio exigia em meados do século passado.
A oratória ruim não o impediu de conquistar espaço entre os grandes da política gaúcha. Teve como adversários Leonel Brizola e Paulo Brossard, mas sua história é menos conhecida do que a deles.
| Em 1963, Meneghetti (E) recebeu o Piratini do inimigo Brizola |
E o personagem que sai de Baile de Cobras - A Verdadeira História de Ildo Meneghetti, mesmo sem a eloquência e a teatralidade dos opositores, ganha a dimensão deles.
Enio Meneghetti passou 10 anos pesquisando os passos do familiar, nascido na Capital, em 1895. Seguindo as pistas coletadas nas conversas com o avô, leu jornais, livros e documentos e ouviu relatos de quem trabalhou com o engenheiro e empresário que foi duas vezes prefeito e duas vezes governador. Tudo para compensar o pouco tempo de convivência ( tinha 23 anos em 1980, ano da morte do avô).
Meneghetti seria chamado hoje na política de picolé de chuchu. Filiado ao PSD, entrou para a vida pública tarde, aos 53 anos, e não gostava de discursar. Mas tinha prazer em jogar conversa fora com eleitores. Foi uma de suas armas contra os adversários, entre eles Brizola. Inaugurando uma rivalidade de décadas, Meneghetti ganhou dele em 1951, na disputa pela prefeitura.

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