quarta-feira, 30 de maio de 2012

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Rio Grande, um novo nordeste
 
Há pelo menos duas décadas todos os projetos de desenvolvimento para o Estado envolvem uma ampliação da irrigação, construção de barragens e atenção aos nossos mananciais. E há pelo menos esse tempo menos do que é minimamente necessário é feito, uma vez que existem poucos recursos financeiros disponíveis, espera-se toda e qualquer iniciativa do Governo do Estado, há dependência do Governo Federal, enfim, todas aquelas justificativas conhecidas.

O fato consumado é que hoje temos que descer de nossa cada vez mais postiça altivez e nos comportar como os prefeitos das cidades do polígono das secas nordestino, entrando na fila atrás de ajuda. Tivemos direito à visita do Presidente da República, com discurso pouco objetivo, o que não é novidade, diante da terra arrasada. Para os gaúchos, é uma nova cena, a que o povo do Nordeste já está bem acostumado.

Agora... o que aconteceu para chegarmos a esse tipo de situação, por descaso, insolvência financeira, falta de atenção ao futuro?

Quando o jornalista maranhense Franklin de Oliveira escreveu em 1960 o livro Rio Grande do Sul, um Novo Nordeste, causou repulsa nos segmentos mais conservadores por alguns exageros no catastrofismo, típico do clima político da época. Mas Franklin estava mais certo do que seus mais ardentes defensores de então imaginavam: estava lá para quem quisesse ter lido a previsão da estiagem crônica, da degradação ambiental, dos conflitos fundiários, da decadência do meio e da cultura agrícola do Estado, da migração em massa da população do interior

Do Blog do Jornalista Gustavo Grisa, comentando o livro de Franklin de Oliveira: Rio Grande, um Novo Nordeste

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