Faca no pescoço
Julgar o mensalão dentro do prazo estabelecido pela própria corte virou questão de honra para o ministros do STF. Agora, se por qualquer motivo os trabalhos forem adiados, ficará sempre a sensação de que pesou a mão de petistas poderosos. Da instalação da CPI do Cachoeira à conversa que Gilmar Mendes alega ter ocorrido com Lula, em que o ex-presidente teria pedido a postergação, essas lideranças parecem fazer movimentos desesperados. Mesmo que a versão do ministro seja contestada, há outras formas de pressão. A Procuradoria-Geral da República classificou o caso de caixa 2 e mesada como um "plano criminoso" e pediu a condenação de 38 réus. A sociedade tem o direito de conhecer o desfecho do escândalo. O presidente do STF, Ayres Britto, afirmou que está para nascer alguém que ponha a faca no pescoço dos ministros.
Que assim seja.
Versões lamentáveis
Fica cada vez pior o episódio envolvendo Lula, Gilmar Mendes e Nelson Jobim. Dois ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal estão mergulhados em uma guerra de versões a respeito de uma constrangedora reunião que, às vésperas de um julgamento polêmico como o mensalão, jamais poderia ter ocorrido. Até onde se sabe, não há registro ou gravação do encontro, portanto jamais saberemos quem está com a razão. Mas o fato é que alguém está mentindo. Lula alimentou a criação da CPI e agora se diz indignado com a acusação de que estaria pressionando o Supremo. Mendes, por sua vez, demorou quase um mês para revelar à imprensa um caso que seria gravíssimo. A única certeza é que toda essa celeuma irá desaguar na CPI, com uma artilharia verbal entre governistas e opositores, mas provavelmente sem esclarecer o episódio.
A oposição não perdeu tempo e levou o impasse à Procuradoria-Geral da República.
Fica cada vez pior o episódio envolvendo Lula, Gilmar Mendes e Nelson Jobim. Dois ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal estão mergulhados em uma guerra de versões a respeito de uma constrangedora reunião que, às vésperas de um julgamento polêmico como o mensalão, jamais poderia ter ocorrido. Até onde se sabe, não há registro ou gravação do encontro, portanto jamais saberemos quem está com a razão. Mas o fato é que alguém está mentindo. Lula alimentou a criação da CPI e agora se diz indignado com a acusação de que estaria pressionando o Supremo. Mendes, por sua vez, demorou quase um mês para revelar à imprensa um caso que seria gravíssimo. A única certeza é que toda essa celeuma irá desaguar na CPI, com uma artilharia verbal entre governistas e opositores, mas provavelmente sem esclarecer o episódio.
A oposição não perdeu tempo e levou o impasse à Procuradoria-Geral da República.
Fonte: Carolina Bahia
AÇÃO E REAÇÃO
Mendes ataca Lula, e PT mobiliza sua militância
Ministro do STF diz que ex-presidente é "central de divulgação de intrigas"
As repercussões da polêmica reunião entre o ex-presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ganharam ares de batalha partidária ontem. O presidente do PT, Rui Falcão, pediu aos militantes que se mobilizem para resistir ao que considera "manobra para desmoralizar" o partido.
Mendes – que diz ter ouvido insinuações de Lula na reunião induzindo-o a fazer com que o mensalão não seja julgado este ano pelo Supremo – voltou à carga contra o ex-presidente ontem.
Disse que o petista seria a "central de divulgação" de intrigas contra ele e que a tentativa de envolver seu nome no esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira tem como objetivo "constranger o tribunal" para "melar o julgamento do mensalão".
No encontro em que a pressão teria ocorrido – fato negado por Lula e pelo ex-ministro Nelson Jobim, também presente – Mendes diz que o ex-presidente se referiu a uma viagem a Berlim, supostamente paga por Cachoeira. Mendes disse não precisar de "fundo sindical, nem dinheiro de empresa" para viajar:
– Vamos parar de futrica. Não preciso ficar extorquindo van para obter dinheiro. O que é isso? Um pouco mais de respeito.
Já Falcão lançou um vídeo para os militantes petistas. Na gravação, ele considera os movimentos de Mendes uma estratégia:
– A militância do PT precisa estar atenta às manobras que transcorrem nesse momento tentando comprometer o presidente Lula com um encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, numa conversa já desmentida pelo Nelson Jobim, também ex-ministro do Supremo.
Em outro trecho, associou a divulgação do diálogo à possibilidade de o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ser convocado para prestar depoimento à CPI do Cachoeira.
Fonte: ZERO HORA, 30 de maio de 2012
Ministro do STF diz que ex-presidente é "central de divulgação de intrigas"
As repercussões da polêmica reunião entre o ex-presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ganharam ares de batalha partidária ontem. O presidente do PT, Rui Falcão, pediu aos militantes que se mobilizem para resistir ao que considera "manobra para desmoralizar" o partido.
Mendes – que diz ter ouvido insinuações de Lula na reunião induzindo-o a fazer com que o mensalão não seja julgado este ano pelo Supremo – voltou à carga contra o ex-presidente ontem.
Disse que o petista seria a "central de divulgação" de intrigas contra ele e que a tentativa de envolver seu nome no esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira tem como objetivo "constranger o tribunal" para "melar o julgamento do mensalão".
No encontro em que a pressão teria ocorrido – fato negado por Lula e pelo ex-ministro Nelson Jobim, também presente – Mendes diz que o ex-presidente se referiu a uma viagem a Berlim, supostamente paga por Cachoeira. Mendes disse não precisar de "fundo sindical, nem dinheiro de empresa" para viajar:
– Vamos parar de futrica. Não preciso ficar extorquindo van para obter dinheiro. O que é isso? Um pouco mais de respeito.
Já Falcão lançou um vídeo para os militantes petistas. Na gravação, ele considera os movimentos de Mendes uma estratégia:
– A militância do PT precisa estar atenta às manobras que transcorrem nesse momento tentando comprometer o presidente Lula com um encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, numa conversa já desmentida pelo Nelson Jobim, também ex-ministro do Supremo.
Em outro trecho, associou a divulgação do diálogo à possibilidade de o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ser convocado para prestar depoimento à CPI do Cachoeira.
Fonte: ZERO HORA, 30 de maio de 2012
Michael Haneke foi o quarto a vencer a Palma de Ouro do Festival de Cannes pela segunda vez
Apenas Emir Kusturica, Luc e Jean-Pierre Dardenne e Billie August também levaram o prêmio em duas ocasiões
![]() |
| Diretor austríaco (centro) e seus atores com o prêmio do festival francês Foto: LOIC VENANCE / AFP / AFP |
História de amor sobre um homem idoso que precisa cuidar da esposa depois que ela sofre um derrame, Amour é protagonizado por Jean-Louis Trintignant (de O Conformista, de Bertolucci) e Emmanuelle Riva (de Hiroshima Meu Amor, de Resnais). O longa era, entre os mais de 20 concorrentes, aquele que recebera a melhor cotação média pelos críticos que acompanharam o evento. Dividia o favoritismo com Holy Motors, do francês Leos Carax (que acabou saindo de mãos abanando), In the Fog, do ucraniano Sergei Loznitsa (que ficou com o prêmio da crítica), Reality, do italiano Matteo Garrone (vencedor do Grand Prix, espécie de vice-campeonato), e Beyond The Hills, do romeno Cristian Mungiu (melhor roteiro e melhor atriz, prêmio dividido entre as protagonistas Cosmina Stratan e Cristina Flutur).
O prêmio de melhor ator foi para Mads Mikkelsen (o vilão Le Chiffre de 007 _ Cassino Royale), pela sua performance em A Caça, do dinamarquês Tomas Vinterberg. O prêmio do júri, para o britânico Ken Loach, por The Angel's Share. A polêmica do festival se deveu ao prêmio de melhor diretor: sua entrega, para o cultuado mexicano Carlos Reygadas, surpreendeu parte da audiência do festival, que não compreendeu o filme Post Tenebras Lux.
Na Estrada, produção norte-americana dirigida pelo brasileiro Walter Salles, que já tivera recepção fria ao ser exibido na semana passada, acabou não conquistando prêmio algum. Será, no entanto, o primeiro entre os principais competidores do festival a estrear no circuito brasileiro _ chega aqui em 13 de julho. Amour, por sua vez, teve os direitos de exibição adquiridos pela Imovision, e também deve ganhar lançamento no país nos próximos meses. Beyond The Hills, Holy Motors, The Angel's Share e A Caça também já têm distribuição assegurada no Brasil.
Fonte: Zero Hora
Los escándalos detrás del banco del Vaticano
La destitución del director del banco es sólo el último capítulo de una serie de operaciones financieras irregulares que han salpicado a la institución desde su fundación. BBC Mundo le cuenta algunas de ellas.
CIUDAD DEL VATICANO (AFP) – La destitución del presidente del Banco del Vaticano, el Instituto para las Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi, constituyó según los observadores un nuevo escándalo para la Santa Sede, que exoneró al directivo por “no haber cumplido con su labor”. Designado en el 2009 para enderezar las cuentas del IOR, Gotti Tedeschi, de 67 años, simpatizante del Opus Dei y durante años máximo responsable del Banco Santander en Italia, fue destituido “por no haber cumplido varias funciones de prioritaria importancia”.
La decisión fue tomada por “unanimidad” por las directivas de la entidad, precisa en una inédita nota la Santa Sede. Interrogado por la prensa, Gotti Tedeschi no quiso explicar las razones de su destitución, aunque no pudo esconder su ira. “Prefiero no hablar, de lo contrario digo malas palabras”, comentó. Los miembros de la Superintendencia del IOR “están entristecidos por los acontecimientos que han llevado al voto de censura, pero consideran que esta acción es importante para mantener la vitalidad del instituto”, precisa el comunicado del Vaticano.
El despido de Gotti Tedeschi fue decidido al término de una guerra interna por la aplicación de las normas internacionales para la transparencia y contra el lavado de dinero sucio. Una comisión cardenalicia que controla el IOR se reunirá el viernes para analizar la situación y decidir los pasos a seguir. La justicia italiana abrió en el 2010 una investigación judicial contra dos directivos del Banco del Vaticano por violar las leyes italianas contra el blanqueo de dinero, con lo que la entidad bancaria de la Santa Sede volvió a estar en el ojo de huracán tras los escándalos que la azotaron en la década de los 80.
En esa ocasión, el Vaticano manifestó su “máxima confianza” en los directivos del banco involucrados. En la nota divulgada este jueves, el Vaticano sostiene que el cambio “ayudará” al banco a “reactivar eficaces y amplias relaciones con la comunidad financiera, basadas en el mutuo respeto de los estándares bancarios internacionalmente aceptados”. El escándalo del ‘Vatileaks’ En enero pasado documentos confidenciales divulgados por la prensa italiana, –el escándalo bautizado como “Vatileaks”–, confirmaron las luchas internas para el cumplimiento de las normas sobre la transparencia. El despido del banquero ocurre pocos meses antes de que expertos europeos decidan en julio si el Vaticano puede figurar en la “lista blanca” de países virtuosos que cumplen las normas internacionales, un deseo explícito del papa Benedicto XVI.
La justicia italiana sospechaba que el banco del Vaticano administre a través de cuentas anónimas, identificadas sólo con la sigla IOR, importantes sumas de dinero de oscura procedencia. La investigación judicial contra el banco de la Santa Sede, que se beneficia de la extraterritorialidad ya que se encuentra en la Ciudad del Vaticano, pudo ser abierta en base a las normas adoptadas en Italia en 2007 y que obligan a los bancos a suministrar la identidad de los autores y la naturaleza de la transacción. La reputación del IOR fue puesta en cuestión por el periodista Gianluigi Nuzzi, autor del libro “Vaticano Spa” (”Vaticano sociedad anónima”), quien volvió esta semana a lanzar un libro con documentos reservados y cartas internas dirigidas al Papa.
“El problema de IOR son las cuentas anónimas de fondos de beneficencia inexistentes o de sacerdotes testaferros, que el banco no sabe quienes son”, escribió Nuzzi, quien investigó las finanzas de la Santa Sede tras el colosal escándalo político-financiero de los años 80 por la quiebra fraudulenta en 1982 del entonces mayor banco privado de Italia, el Banco Ambrosiano. IOR, que sigue manejando cuentas de órdenes religiosas y otras asociaciones católicas que utilizan el estatus de la Santa Sede, fue dirigido en los ‘80 por el controvertido arzobispo estadounidense Paul Marcinkus, muy cercano a Juan Pablo II, quien lo protegió siempre.
El escándalo, que le costó la vida entre otros al banquero Roberto Calvi, hallado misteriosamente ahorcado bajo el puente Blackfriars (Frailes Negros), en Londres, destapó las relaciones ocultas entre el banco vaticano, la logia masónica P2 de Licio Gelli y la mafia siciliana. El IOR, fue fundado por Pío XII en 1942 y tiene personalidad jurídica propia.
Fonte: La Nacion



Nenhum comentário:
Postar um comentário