Dava para sentir que algo ia acontecer por lá, agora vamos ver...
Brasiguaios temem ser alvo de violência em conflitos agrários no Paraguai
Temor se acentuou após confronto que deixou 18 mortos no país vizinho
lvo permanente de invasões de sem-terra, a comunidade dos agricultores brasileiros que migrou para o Paraguai, conhecida como brasiguaios, teme ser o próximo alvo do aumento da violência nos conflitos agrários naquele país.
O temor se acentuou na semana passada, depois de um confronto armado entre agentes da Polícia Nacional e sem-terra resultar em 18 mortes. – Pode chegar até nós, porque os políticos de Assunção adoram usar os brasileiros como bode expiatório para tudo que acontece – comentou o brasiguaio Marcelo Kaefer.
O temor de Kaefer tem razão de ser. O disputa da semana passada foi uma “briga entre paraguaios” – a fazenda invadida pertence ao ex-senador Blas Riquelime, do Partido Colorado. O problema nasceu no mesmo berço: a eleição do atual presidente do país, o ex-bispo Fernando Lugo.
Durante a sua campanha, Lugo e seus seguidores pregaram a retomada das terras dos brasiguaios com documentação ilegal e de todos os paraguaios que tivessem sido beneficiados com glebas irregulares pelo ex-ditador Alfredo Stroessner (1954 a 1989).
O ex-bispo tomou posse em 2008, mas não cumpriu a promessa. Não retomou as terras dos brasiguaios nem dos seguidores do Partido Colorado. Os sem-terra, porém permanecem mobilizados pelo país.
Em 2010, várias famílias de brasiguaios foram expulsas a tiros de Curuguaty (onde fica a fazenda do ex-senador Riquelme e centenas de propriedades de brasiguaios) pelos sem-terra.Muitas estão atualmente acampadas na beira da BR-163, em Itaquiraí, pequena cidade agrícola povoada por gaúchos em Mato Grosso do Sul.
— Hoje (na segunda-feira) o ambiente é de calma. As autoridades paraguaias estão demonstrando que se trata de um episódio isolado, todos nós estamos torcendo para que eles tenham razão — comentou Luiz Carlos Ribeiro, patrão do CTG Índio Sepé, na Esquina Gaúcha, um das comunidades pioneiras dos brasiguaios.
BC: cenário externo seguirá com baixo crescimento nos próximos anos
O cenário internacional continuará mostrando volatilidade e baixo crescimento nos próximos dois anos e, mais especificamente a Europa, estará sujeita a maiores turbulências no curto prazo. As afirmações foram feitas pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, nesta terça-feira, acrescentando ainda que esse cena externa continua desinflacionária para o Brasil.
"Teremos ao longo dos próximos meses, próximos trimestres, quem sabe ao longo dos próximos dois anos, um cenário ainda caracterizado por volatilidade dos mercados internacionais e um cenário de crescimento baixo", afirmou Tombini ao participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (Cae) no Senado.
A crise europeia está, neste momento, voltada para a Espanha, que recebeu o sinal verde para usar resgate de até 100 bilhões de euros para recapitalizar seus bancos. Os agentes econômicos, no entanto, avaliam que essa medida pode não ser suficiente e começam a ficar preocupados com a situação na Itália.
Apesar do cenário internacional mais turbulento, Tombini disse que os fluxos das linhas externas de financiamento ao Brasil continuam estáveis, e que o País continua com a política de acumulação das reservas internacionais.
Tombini repetiu ainda que o crédito no Brasil continua se expandindo com taxas moderadas e que há evidências de que a inadimplência melhorará no segundo semestre deste ano.
O presidente do BC disse também que a atividade econômica do país irá acelerar ao longo dos próximos trimestres e que a trajetória da inflação continua de convergência para a meta oficial do governo, de 4,5% pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Fonte: Terra Notícias online
Presidente Dilma suspende negociação sobre Código Florestal
Irritada com as declarações do ministro Mendes Ribeiro (Agricultura) admitindo uma possível disposição do governo em flexibilizar a medida provisória que muda o Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff mandou suspender qualquer negociação do projeto até o fim da Rio +20, que terá início amanhã, no Rio de Janeiro.
Às vésperas da abertura da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, o Planalto não quer saber de qualquer discussão de emenda que possa comprometer a relação de Dilma com os ambientalistas e arranhar sua imagem em relação ao meio ambiente.
O recado já foi dado aos representantes do governo na comissão instalada no Congresso Nacional para discutir a MP 571, que recompõe os trechos vetados pela presidente no novo código.
Ontem, o presidente da comissão, deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS), esteve no Palácio do Planalto e tratou sobre o assunto em reuniões na Secretaria de Relações Institucionais.
No sábado, Dilma desautorizou o ministro a falar sobre as negociações do Código Florestal: "O ministro não está autorizado pela presidente a falar sobre negociação sobre Código Florestal", afirmou o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann.
O líder da bancada ruralista, deputado Homero Pereira (PSD-MT), disse ontem que o grupo vai insistir para que Mendes Ribeiro continue como interlocutor junto ao Planalto nas negociações da MP.
A Folha apurou no Palácio do Planalto que a principal irritação da presidente se deve ao fato de o governo ter passado semanas discutindo os vetos ao projeto aprovado na Câmara e, antes que a comissão iniciasse a análise das emendas, um ministro já estava admitindo rever o texto construído por Dilma.
Fonte: Folha.com
Defesa contradiz Planalto e amplia sigilo de documentos
Pasta estabeleceu segredo de 15 anos para dados que deveriam vir a público em 10
Medida foi tomada dias antes de a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor e contraria discurso da Presidência
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
Dias antes da entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, o Ministério da Defesa recorreu a brechas legais para ampliar o segredo sobre documentos militares, o que pode prorrogar em até 15 anos o prazo para que eles venham a público.
A nova lei, que criou regras detalhadas para que os cidadãos tenham acesso a dados públicos, entrou em vigor no último dia 16.
Pouco antes, porém, o ministério usou um antigo decreto, que a pasta sabia que seria substituído pela nova norma, e elevou o grau de sigilo de inúmeros documentos "confidenciais".
Pelas regras que caducaram no dia 16, os documentos "confidenciais" tinham sigilo de dez anos.
Com a Lei de Acesso, esses papéis teriam que ser reclassificados, já que não há mais documentos "confidenciais", apenas "reservados" (cinco anos de sigilo), "secretos" (15 anos) e "ultrassecretos" (25 anos, renováveis por igual tempo).
Em vez de torná-los "reservados" ou liberá-los, o ministério transformou-os todos em "secretos". Com isso, eles poderão ficar inacessíveis ao público por mais 15 anos.
O ministério não informou quantos são os documentos e por quanto tempo de fato pretende mantê-los sob sigilo.
A Folha identificou a manobra após ter solicitado acesso, por meio da nova lei, aos registros de venda de material bélico do Brasil para o exterior entre 1990 e 2012.
O objetivo era saber se os armamentos estão sendo usados por ditaduras ou grupos paramilitares em crimes contra os direitos humanos.
ONGs levantaram a suspeita, por exemplo, de que o Brasil fabrica e exporta bombas de fragmentação conhecidas como "cluster", que se estilhaçam quando detonadas, banidas em vários países.
O ministério informou que decidira transformar os documentos de controle do comércio bélico do grau "confidencial" para "secreto".
A Folha apurou com um oficial que atuou na aplicação das medidas que elas atingiram todos os setores que produzem documentos sigilosos.
Segundo o oficial, ao final de "um mutirão" a maioria dos documentos então considerada "confidencial" foi tornada "secreta", e o restante foi liberado. Nenhuma liberação atingiu documentos sobre comércio bélico.
Em 16 de maio, em entrevista gravada, a assessoria da Presidência havia dito à Folha, na presença do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), que a nova lei não poderia ser usada de forma a ampliar o sigilo de documentos já confeccionados antes do advento da nova lei.
Segundo a assessoria, os órgãos públicos não poderiam classificar um documento como "secreto" ou "ultrassecreto" caso ele não tivesse sido assim discriminado na data de sua criação.
O decreto usado pela Defesa para a reclassificação -extinto no dia 16- dizia que um papel poderia sair de "confidencial" para "secreto" por meio "de expediente hábil".
Em 2011 a Folha obteve do Itamaraty, e colocou em seu site, pelo projeto Folha Transparência, a íntegra de 2.000 telegramas considerados "confidenciais". Caso o mesmo entendimento da Defesa tivesse sido adotado, os telegramas seriam trazidos a público só daqui a 15 anos.
Fonte: Folha.com
Protesto contra Putin reúne mais de 100 mil em Moscou
O cenário internacional continuará mostrando volatilidade e baixo crescimento nos próximos dois anos e, mais especificamente a Europa, estará sujeita a maiores turbulências no curto prazo. As afirmações foram feitas pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, nesta terça-feira, acrescentando ainda que esse cena externa continua desinflacionária para o Brasil.
"Teremos ao longo dos próximos meses, próximos trimestres, quem sabe ao longo dos próximos dois anos, um cenário ainda caracterizado por volatilidade dos mercados internacionais e um cenário de crescimento baixo", afirmou Tombini ao participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (Cae) no Senado.
A crise europeia está, neste momento, voltada para a Espanha, que recebeu o sinal verde para usar resgate de até 100 bilhões de euros para recapitalizar seus bancos. Os agentes econômicos, no entanto, avaliam que essa medida pode não ser suficiente e começam a ficar preocupados com a situação na Itália.
Apesar do cenário internacional mais turbulento, Tombini disse que os fluxos das linhas externas de financiamento ao Brasil continuam estáveis, e que o País continua com a política de acumulação das reservas internacionais.
Tombini repetiu ainda que o crédito no Brasil continua se expandindo com taxas moderadas e que há evidências de que a inadimplência melhorará no segundo semestre deste ano.
O presidente do BC disse também que a atividade econômica do país irá acelerar ao longo dos próximos trimestres e que a trajetória da inflação continua de convergência para a meta oficial do governo, de 4,5% pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Fonte: Terra Notícias online
Presidente Dilma suspende negociação sobre Código Florestal
Irritada com as declarações do ministro Mendes Ribeiro (Agricultura) admitindo uma possível disposição do governo em flexibilizar a medida provisória que muda o Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff mandou suspender qualquer negociação do projeto até o fim da Rio +20, que terá início amanhã, no Rio de Janeiro.
Às vésperas da abertura da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, o Planalto não quer saber de qualquer discussão de emenda que possa comprometer a relação de Dilma com os ambientalistas e arranhar sua imagem em relação ao meio ambiente.
O recado já foi dado aos representantes do governo na comissão instalada no Congresso Nacional para discutir a MP 571, que recompõe os trechos vetados pela presidente no novo código.
Ontem, o presidente da comissão, deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS), esteve no Palácio do Planalto e tratou sobre o assunto em reuniões na Secretaria de Relações Institucionais.
No sábado, Dilma desautorizou o ministro a falar sobre as negociações do Código Florestal: "O ministro não está autorizado pela presidente a falar sobre negociação sobre Código Florestal", afirmou o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann.
O líder da bancada ruralista, deputado Homero Pereira (PSD-MT), disse ontem que o grupo vai insistir para que Mendes Ribeiro continue como interlocutor junto ao Planalto nas negociações da MP.
A Folha apurou no Palácio do Planalto que a principal irritação da presidente se deve ao fato de o governo ter passado semanas discutindo os vetos ao projeto aprovado na Câmara e, antes que a comissão iniciasse a análise das emendas, um ministro já estava admitindo rever o texto construído por Dilma.
Fonte: Folha.com
Defesa contradiz Planalto e amplia sigilo de documentos
Pasta estabeleceu segredo de 15 anos para dados que deveriam vir a público em 10
Medida foi tomada dias antes de a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor e contraria discurso da Presidência
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
Dias antes da entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, o Ministério da Defesa recorreu a brechas legais para ampliar o segredo sobre documentos militares, o que pode prorrogar em até 15 anos o prazo para que eles venham a público.
A nova lei, que criou regras detalhadas para que os cidadãos tenham acesso a dados públicos, entrou em vigor no último dia 16.
Pouco antes, porém, o ministério usou um antigo decreto, que a pasta sabia que seria substituído pela nova norma, e elevou o grau de sigilo de inúmeros documentos "confidenciais".
Pelas regras que caducaram no dia 16, os documentos "confidenciais" tinham sigilo de dez anos.
Com a Lei de Acesso, esses papéis teriam que ser reclassificados, já que não há mais documentos "confidenciais", apenas "reservados" (cinco anos de sigilo), "secretos" (15 anos) e "ultrassecretos" (25 anos, renováveis por igual tempo).
Em vez de torná-los "reservados" ou liberá-los, o ministério transformou-os todos em "secretos". Com isso, eles poderão ficar inacessíveis ao público por mais 15 anos.
O ministério não informou quantos são os documentos e por quanto tempo de fato pretende mantê-los sob sigilo.
A Folha identificou a manobra após ter solicitado acesso, por meio da nova lei, aos registros de venda de material bélico do Brasil para o exterior entre 1990 e 2012.
O objetivo era saber se os armamentos estão sendo usados por ditaduras ou grupos paramilitares em crimes contra os direitos humanos.
ONGs levantaram a suspeita, por exemplo, de que o Brasil fabrica e exporta bombas de fragmentação conhecidas como "cluster", que se estilhaçam quando detonadas, banidas em vários países.
O ministério informou que decidira transformar os documentos de controle do comércio bélico do grau "confidencial" para "secreto".
A Folha apurou com um oficial que atuou na aplicação das medidas que elas atingiram todos os setores que produzem documentos sigilosos.
Segundo o oficial, ao final de "um mutirão" a maioria dos documentos então considerada "confidencial" foi tornada "secreta", e o restante foi liberado. Nenhuma liberação atingiu documentos sobre comércio bélico.
Em 16 de maio, em entrevista gravada, a assessoria da Presidência havia dito à Folha, na presença do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), que a nova lei não poderia ser usada de forma a ampliar o sigilo de documentos já confeccionados antes do advento da nova lei.
Segundo a assessoria, os órgãos públicos não poderiam classificar um documento como "secreto" ou "ultrassecreto" caso ele não tivesse sido assim discriminado na data de sua criação.
O decreto usado pela Defesa para a reclassificação -extinto no dia 16- dizia que um papel poderia sair de "confidencial" para "secreto" por meio "de expediente hábil".
Em 2011 a Folha obteve do Itamaraty, e colocou em seu site, pelo projeto Folha Transparência, a íntegra de 2.000 telegramas considerados "confidenciais". Caso o mesmo entendimento da Defesa tivesse sido adotado, os telegramas seriam trazidos a público só daqui a 15 anos.
Fonte: Folha.com
Protesto contra Putin reúne mais de 100 mil em Moscou
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| Milhares de pessoas marcham com bandeiras e cartazes por via de Moscou em protesto contra o regime de Putin |
Milhares de manifestantes, reunidos aos gritos de "A Rússia será livre", protestaram em Moscou nesta terça-feira contra o terceiro mandato do presidente Vladimir Putin, apesar da forte repressão da polícia aos líderes da oposição no dia anterior.
A multidão, composta por jovens que, em sua maioria, usavam fitas brancas, símbolo do movimento, seguiram por uma importante avenida até a Praça Pushkin, enquanto Putin lançou ameaças, em um discurso para marcar o feriado nacional russo, de que nenhum tipo de levante será tolerado.
Um dos organizadores diz que a chamada "Marcha dos Milhões" reuniu mais de 100 mil pessoas. Já o departamento de polícia da capital russa contabilizou apenas 18.000 participantes. No entanto, imagens aéreas da manifestação principal pareciam mostrar pelo menos o dobro do número informado pela polícia.
"Queridos amigos, estão com medo de nós e nós não temos medo deles", afirmou o veterano líder opositor Boris Nemtsov para uma multidão sorridente na avenida Sakharov, cenário parecido com os das manifestações de seis meses atrás. O protesto acontece em um clima de tensão, depois que dezenas de casas de líderes da oposição foram revistadas na segunda-feira, ato condenado por Washington e que fez surgir o temor de que o ex-agente da KGB possa levar o país a um retrocesso político.
Quase todos os líderes da mobilização estavam ausentes, convocados por um comitê de investigação para falar sobre os confrontos durante a manifestação de 6 de maio. Putin prometeu nesta terça-feira que não permitirá que seus seis anos de mandato sejam abalados por revoltas.
"Não podemos aceitar nada que enfraqueça nosso país e divida a sociedade", declarou Putin em um evento para o feriado nacional russo. "Qualquer decisão ou medida que leve a distúrbios sociais e econômicos é inaceitável". Analistas veem o movimento como o maior desafio já enfrentado pelo homem forte em seu 12 anos de dominação na Rússia como presidente e primeiro-ministro.
Putin, por sua vez, preferiu responder aos protestos com repressão e acusou diversas vezes o Departamento de Estado dos Estados Unidos de incitar indiretamente os protestos com verba. A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, indicou que na segunda-fera que Washington "está profundamente preocupado com aparente perseguição a líderes da oposição russa na véspera da data planejada para a manifestação".
Fonte: Terra Notícias online
Partidos políticos registrados no TSE
Acesse o portal TSE e, clicando na sigla de cada partido, tenha acesso aos dados do diretório nacional da agremiação (endereço, telefone, fax, e-mail, site), bem como ao estatuto e suas alterações, e eventuais normas complementares.
O QUE FAZ TIRIRICA
Tiririca ("Tiririca no salão", piauí_68, maio) é a sinalização de que, em terras tupiniquins, a política tal como vem sendo praticada pouco ou nada tem a ver com o cotidiano e as necessidades dos subalternos.
Vivemos uma negação radical da política - seja por incompreensão, seja por projeto de uma boa parte do eleitorado. De Tiririca em Tiririca, o que a gente faz mesmo é quase nada fazer, caminhando com passos de formiga e sem vontade, o que também é conhecido como "brasilidade".
JADIELSON ALEXANDRE - ARAPIRACA/AL - nota do leitor da Revista Piauí.
Mensalão e eleições - CAROLINA BAHIA
O início do julgamento do mensalão em agosto terá inevitável reflexo na largada das campanhas eleitorais. Lideranças petistas já lamentam que o maior escândalo envolvendo o governo Lula volte à tona com força total exatamente na largada oficial da eleição. O temor é que candidatos luladependentes, como Fernando Haddad, sejam convidados a opinar sobre o que ocorreu em 2005, provocando desgastes. Apesar da pressão dos últimos meses, havia ainda quem apostasse que o Supremo deixaria o caso para depois do pleito. Se isso ocorresse, no entanto, a mais alta Corte amargaria descrédito junto à população. A costura do presidente Carlos Ayres Britto com os demais ministros, que aprovaram o apertado calendário, não poderia ter sido mais correta.
Fonte: Zero Hora, 8 de junho de 2012
Julgamento do mensalão começa em 1º de agosto
Até 14 de agosto, a Corte realizará sessões diárias de cinco horas para ouvir a acusação e defesa
Durante uma sessão administrativa realizada nesta quarta-feira, 6, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) marcaram para 1º. de agosto o início do julgamento do processo do mensalão. Se o cronograma for confirmado, o veredicto deverá sair às vésperas da eleição municipal.
Até 14 de agosto, a Corte realizará sessões diárias de cinco horas para ouvir a acusação do Ministério Público Federal e as defesas dos 38 acusados de envolvimento no principal escândalo de corrupção do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir do dia 15 começarão a ser revelados os votos dos ministros do STF.
Mas o início do julgamento em 1º. de agosto depende do revisor do processo, Ricardo Lewandowski. Atualmente, o ministro estuda a ação e a expectativa é de que libere o processo para votação até o final deste mês, conforme adiantou ao Estado. Lewandowski não participou da sessão administrativa desta quarta. Mas a assessoria do ministro confirmou que ele devolverá a ação em junho. Se essa previsão realmente se confirmar, o julgamento poderá ocorrer em agosto.
A decisão do STF de marcar o julgamento para agosto contraria os interesses das lideranças petistas, entre as quais Lula, que não queriam expor o partido durante a campanha eleitoral. Recentemente, o ex-presidente envolveu-se numa polêmica após se reunir com o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o ex-ministro Nelson Jobim.
Se o julgamento de fato começar em agosto, a expectativa é de que somente seja concluído em setembro. Após as sessões diárias nas quais serão ouvidas a acusação e as defesas, o tribunal passará a se reunir a partir de 15 de agosto três vezes por semana (segunda, quartas e quintas-feiras) para ouvir os votos de seus ministros.
Não é possível precisar quando o tribunal concluirá o julgamento e definirá se os 38 acusados ou parte deles serão ou não condenados. Os ministros da Corte não têm limite de tempo para dar seus votos e eventuais incidentes poderão ocorrer.
Tribunal incompleto. O começo do julgamento em agosto poderá fazer com o processo seja apreciado por um tribunal incompleto. No início de setembro, o ministro Cezar Peluso terá de se aposentar compulsoriamente aos 70 anos. Mas no tribunal há a expectativa de que ele deixe a Corte durante o recesso de julho.
Normalmente, depois de surgida uma vaga no Supremo, o Executivo demora meses para indicar um ministro para o tribunal. Após a indicação, o escolhido tem de ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em seguida, o plenário do Senado também tem de votar a indicação. Somente depois disso a posse pode ser marcada.
Outra dúvida no julgamento é o ministro Dias Toffoli. Ex-advogado do PT, o ministro enfrenta pressões dos dois lados (de quem é a favor da sua participação e de quem é contra). Recentemente ele disse que somente vai decidir se participará do julgamento quando o processo for liberado para votação.
Rachado, PP vai apoiar Fortunati
Em uma noite marcada por expectativas e discursos divergentes, o diretório municipal do PP decidiu ontem apoiar a candidatura à reeleição do prefeito José Fortunati (PDT) em Porto Alegre. O resultado foi acirrado: de 107 votos, 63 foram para o pedetista e 44 para sua adversária, a deputada federal Manuela D"Àvila (PC do B), cuja principal apoiadora era a senadora Ana Amélia Lemos.
Tiririca ("Tiririca no salão", piauí_68, maio) é a sinalização de que, em terras tupiniquins, a política tal como vem sendo praticada pouco ou nada tem a ver com o cotidiano e as necessidades dos subalternos.
Vivemos uma negação radical da política - seja por incompreensão, seja por projeto de uma boa parte do eleitorado. De Tiririca em Tiririca, o que a gente faz mesmo é quase nada fazer, caminhando com passos de formiga e sem vontade, o que também é conhecido como "brasilidade".
JADIELSON ALEXANDRE - ARAPIRACA/AL - nota do leitor da Revista Piauí.
Mensalão e eleições - CAROLINA BAHIA
O início do julgamento do mensalão em agosto terá inevitável reflexo na largada das campanhas eleitorais. Lideranças petistas já lamentam que o maior escândalo envolvendo o governo Lula volte à tona com força total exatamente na largada oficial da eleição. O temor é que candidatos luladependentes, como Fernando Haddad, sejam convidados a opinar sobre o que ocorreu em 2005, provocando desgastes. Apesar da pressão dos últimos meses, havia ainda quem apostasse que o Supremo deixaria o caso para depois do pleito. Se isso ocorresse, no entanto, a mais alta Corte amargaria descrédito junto à população. A costura do presidente Carlos Ayres Britto com os demais ministros, que aprovaram o apertado calendário, não poderia ter sido mais correta.
Fonte: Zero Hora, 8 de junho de 2012
Julgamento do mensalão começa em 1º de agosto
Até 14 de agosto, a Corte realizará sessões diárias de cinco horas para ouvir a acusação e defesa
Durante uma sessão administrativa realizada nesta quarta-feira, 6, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) marcaram para 1º. de agosto o início do julgamento do processo do mensalão. Se o cronograma for confirmado, o veredicto deverá sair às vésperas da eleição municipal.
Até 14 de agosto, a Corte realizará sessões diárias de cinco horas para ouvir a acusação do Ministério Público Federal e as defesas dos 38 acusados de envolvimento no principal escândalo de corrupção do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir do dia 15 começarão a ser revelados os votos dos ministros do STF.
Mas o início do julgamento em 1º. de agosto depende do revisor do processo, Ricardo Lewandowski. Atualmente, o ministro estuda a ação e a expectativa é de que libere o processo para votação até o final deste mês, conforme adiantou ao Estado. Lewandowski não participou da sessão administrativa desta quarta. Mas a assessoria do ministro confirmou que ele devolverá a ação em junho. Se essa previsão realmente se confirmar, o julgamento poderá ocorrer em agosto.
A decisão do STF de marcar o julgamento para agosto contraria os interesses das lideranças petistas, entre as quais Lula, que não queriam expor o partido durante a campanha eleitoral. Recentemente, o ex-presidente envolveu-se numa polêmica após se reunir com o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o ex-ministro Nelson Jobim.
Se o julgamento de fato começar em agosto, a expectativa é de que somente seja concluído em setembro. Após as sessões diárias nas quais serão ouvidas a acusação e as defesas, o tribunal passará a se reunir a partir de 15 de agosto três vezes por semana (segunda, quartas e quintas-feiras) para ouvir os votos de seus ministros.
Não é possível precisar quando o tribunal concluirá o julgamento e definirá se os 38 acusados ou parte deles serão ou não condenados. Os ministros da Corte não têm limite de tempo para dar seus votos e eventuais incidentes poderão ocorrer.
Tribunal incompleto. O começo do julgamento em agosto poderá fazer com o processo seja apreciado por um tribunal incompleto. No início de setembro, o ministro Cezar Peluso terá de se aposentar compulsoriamente aos 70 anos. Mas no tribunal há a expectativa de que ele deixe a Corte durante o recesso de julho.
Normalmente, depois de surgida uma vaga no Supremo, o Executivo demora meses para indicar um ministro para o tribunal. Após a indicação, o escolhido tem de ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em seguida, o plenário do Senado também tem de votar a indicação. Somente depois disso a posse pode ser marcada.
Outra dúvida no julgamento é o ministro Dias Toffoli. Ex-advogado do PT, o ministro enfrenta pressões dos dois lados (de quem é a favor da sua participação e de quem é contra). Recentemente ele disse que somente vai decidir se participará do julgamento quando o processo for liberado para votação.
Rachado, PP vai apoiar Fortunati
Em uma noite marcada por expectativas e discursos divergentes, o diretório municipal do PP decidiu ontem apoiar a candidatura à reeleição do prefeito José Fortunati (PDT) em Porto Alegre. O resultado foi acirrado: de 107 votos, 63 foram para o pedetista e 44 para sua adversária, a deputada federal Manuela D"Àvila (PC do B), cuja principal apoiadora era a senadora Ana Amélia Lemos.
Fortunati, que estava em uma reunião na sede do PDT, rumou até a Câmara para agradecer ao resultado. Às 21h44min, ele entrou no plenário, onde foi ovacionado. Ana Amélia e o grupo que apoiou Manuela já haviam deixado o local. A senadora preferiu evitar a imprensa.
– Missão cumprida – gritaram apoiadores do prefeito.
Sorridente, Fortunati cumprimentou um a um os defensores de sua candidatura, em especial o vereador João Dib, líder do governo na Câmara, e posou para fotografias.
– Essa decisão me deixa muito feliz, porque não se trata de agregar apenas mais um partido, mas de poder contar com o partido que tem um papel importantíssimo na gestão atual. O índice de aprovação do meu governo se deve, e muito, ao PP. Seria contraditório se a decisão do PP fosse outra.
A decisão começou a se desenhar às 18h30min, quando os primeiros membros do PP apareceram no plenário Ana Terra. Com pranchetas nas mãos, alguns tentavam contabilizar os votos de cada candidato. Outros, em pequenos grupos, ainda trabalhavam para convencer indecisos.
A ansiedade aumentou com a chegada de Ana Amélia. Rodeada de admiradores, ela posou para fotos e distribuiu acenos: – Com Manuela, que é uma mulher despojada e sem preconceitos e que vai nos dar a vaga de vice-prefeito, estamos no caminho de tornar o PP um partido da grande cidade.
Minutos mais tarde, ocorreram as manifestações a favor de cada concorrente, intercalados por aplausos e gritos. Ao final, os aliados de Manuela lamentaram.
– Fico triste. O PP perdeu a oportunidade de apoiar a melhor candidata. Vou seguir o que Ana Amélia decidir. Se ela ficar do lado de Manuela, farei o mesmo – afirmou o deputado estadual Mano Changes.
Fonte: Zero Hora
Uma guinada artística para Michael Haneke
Quando “Amour” foi anunciado por Nanni Moretti, presidente do júri, como o ganhador da Palma deste ano, o austríaco renovou o sorriso e não o largou mais. “Amour” aparenta ser uma quebra na forma estética e narrativa de Haneke. Na verdade, pode ser um tipo de continuidade inesperada numa trajetória marcada por trabalhos de crueza exemplar, em que a representação da violência e os limites humanos são testados a cada nova situação apresentada.
Reinvenção
Mas como não esgotar a si mesmo? Do que mais falar se já refletiu o próprio nascedouro do mal e sua ascensão numa Europa abalada por guerras e ideologias? A solução de Haneke foi voltar ao essencial. “Amour” não é necessariamente uma quebra, mas é certamente um”respiro”. Isso nem de longe significa que o diretor deixe de lado a crueza e o choque como catalisadores. Porém, o cineasta o faz com maior carga de ternura. A afetuosidade já se inicia na escalação do elenco, todo formado por ícones do cinema francês. Jean-Louis Trintignant, 81 anos, prêmio de melhor ator em Cannes por “Z” (1969), estava afastado das telas há 14 anos, em dedicação exclusiva ao teatro. Emmanuelle Riva, 85, foi eternizada por Alain Resnais em “Hiroshima Meu Amor” (1959). Para completar, surge discretamente em cena Isabelle Huppert, 59, imagem simbólica de uma geração posterior.
A escolha por retratar um casal idoso trancado num apartamento foi fruto de deliberação consciente e, pode-se dizer, necessária ao cineasta. Aos 70 anos, Haneke pode estar entrando naquela fase pela qual colegas como Clint Eastwood já avançam: a reflexão sobre a morte e a busca pelo entendimento.
No caso de Haneke, é interessante que ele tenha passado 25 anos mostrando filmes em que a morte era a questão fundamental (sempre como consequência de sociedades doentes) e, em “Amour”, ele a aponte como a caminhada natural do ser humano. O filme reflete muito claramente esse olhar de aceitação e resignação sobre algo tão incontrolável quanto inevitável.
Filmando em ambiente fechado, Michael Haneke se permite explorar, usando como limites do quadro a arquitetura de portas e paredes, as possibilidades de movimentação e o que também vem de fora do que está sendo mostrado. O protagonista, quando sozinho, caminha pelos cômodos e carrega consigo, na imagem, a presença da mulher. Sabemos sempre que ela está por ali, em algum lugar, incapacitada de agir, muitas vezes murmurando em desespero “dor, dor, dor”. Os encontros com um pombo, momentos simbólicos do filme, são a representação mais simples e certeira para um olhar muito duro que o austríaco imprime ao drama. Haneke pode estar reiniciando seu ciclo artístico, mas permanece o autor que todos conhecemos. Que o espectador, portanto, não espere facilidades. “Como não esgotar a si mesmo? A solução de Haneke foi voltar ao essencial”
Fonte: Zero Hora por Marcelo Miranda | jornalista e crítico de cinema em Belo Horizonte (MG)
Obama pressiona a Europa para que adote ações 'decisivas' contra crise
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| Obama disse Europa tem condições de tomar decisões duras Foto: Brendan Smialiowski / AFP |
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira para que os líderes europeus adotem ações urgentes e decisivas para combater a crise econômica e advertiu a Grécia sobre os perigos de sair da zona do euro, ante as próximas eleições legislativas.
Em um momento no qual a imprensa tem afirmado que as autoridades europeais estão trabalhando em um plano de resgate para o sistema bancário espanhol, Obama disse estar confiante de que os líderes da região entendiam a gravidade da crise, que influi negativamente em suas possibilidades de ser reeleito.
— É preciso atuar mais rapidamente para injetar capitais aos bancos em dificuldades — argumentou o presidente dos Estados Unidos, que afirmou que é "possível" resolver os problemas da Europa.
Além disso, o presidente americano sugeriu às autoridades do velho continente que adotem uma visão de longo prazo "para uma zona do euro mais sólida", com uma colaboração também em matéria de política orçamentária e bancária.
— As decisões requeridas são duras, mas a Europa tem a capacidade de tomá-las. (...) E quanto antes atuarem e quanto mais decisivas e concretas forem as ações, mais cedo o povo e os mercados recuperarão a confiança e menores serão os custos" das soluções — disse em um momento no qual a situação dos bancos na Espanha preocupam os mercados.
Sobre a Grécia, Obama disse que a saída do país da zona do euro seria ruim para a nação, mas mostrou esperanças de que o país se recuperará com a ajuda europeia.
— Sabemos dos sacrifícios feitos pelo povo grego e os líderes europeus entendem a necessidade de apoiá-los caso queiram permanecer na Eurozona — declarou.
PARTIDO PIRATA TENTA ERGUER BANDEIRA EM TERRAS BRASILEIRAS
Eles já desembarcaram em 60 países, da Alemanha ao Cazaquistão. No parlamento europeu, contam com dois representantes eleitos, entre eles uma sueca de 24 anos – que ficou conhecida como “a mais jovem eurodeputada”. Agora, preparam-se para atracar de vez no Brasil, com a fundação do Partido Pirata Brasileiro, o PPBr, simbolizado por uma vela negra estilizada, lembrando os antigos corsários.
O ato está previsto para o dia 27 de julho na Campus Party de Recife, evento que reúne hackers, nerds, geeks e fãs de tecnologia do mundo inteiro. O local não podia ser mais apropriado.
Formado por jovens que aprenderam a fazer política na web, o movimento não demorou a se espalhar: só em Berlim, na Alemanha, já tem 14 cadeiras no parlamento estadual.
– O partido passou a chamar a atenção no cenário europeu por apresentar uma agenda nova e atrair uma parcela da população que até então não se sentia representada pelos partidos tradicionais – explica a professora de Relações Internacionais da ESPM em Porto Alegre, Tatiana Zismann.
Sigla está longe de obter assinaturas necessárias
No Brasil, o movimento das naus começou em 2007, por iniciativa de ex-estudantes da USP. Hoje, já tem membros em pelo menos 10 Estados, mas ainda navega contra o vento.
Apesar de ter a fundação prevista para julho, precisará percorrer um longo caminho até ser oficializado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se tornar, de fato, o 30º partido brasileiro. Uma das exigências é a obtenção de 700 mil assinaturas no país, e ainda faltam cerca de 500 mil. A intenção é participar das eleições de 2014.
Até lá, o avanço dos piratas nos mares Brasileiros é visto com cautela.
– Na Europa, a tendência é de que se tornem mais moderados à medida que ganharem poder. Por aqui, o desafio será manter a coerência – diz o cientista político Valeriano Costa.
O partido surgiu na Suécia em 1º de janeiro de 2006 e se espalhou por países como Alemanha, Áustria, Bulgária, Canadá, Espanha, Finlândia, França, Polônia, República Tcheca, Reino Unido e Suíça.
Em 2009, o movimento elegeu a mais jovem deputada do Parlamento Europeu, Amelia Andersdotter, então com 21 anos.
Na Alemanha, os Piratas de Berlim foram eleitos para 14 cadeiras do parlamento estadual.
Fonte: Zero Hora
LEIA O VOTO DISTRITAL
Em um momento no qual a imprensa tem afirmado que as autoridades europeais estão trabalhando em um plano de resgate para o sistema bancário espanhol, Obama disse estar confiante de que os líderes da região entendiam a gravidade da crise, que influi negativamente em suas possibilidades de ser reeleito.
— É preciso atuar mais rapidamente para injetar capitais aos bancos em dificuldades — argumentou o presidente dos Estados Unidos, que afirmou que é "possível" resolver os problemas da Europa.
Além disso, o presidente americano sugeriu às autoridades do velho continente que adotem uma visão de longo prazo "para uma zona do euro mais sólida", com uma colaboração também em matéria de política orçamentária e bancária.
— As decisões requeridas são duras, mas a Europa tem a capacidade de tomá-las. (...) E quanto antes atuarem e quanto mais decisivas e concretas forem as ações, mais cedo o povo e os mercados recuperarão a confiança e menores serão os custos" das soluções — disse em um momento no qual a situação dos bancos na Espanha preocupam os mercados.
Sobre a Grécia, Obama disse que a saída do país da zona do euro seria ruim para a nação, mas mostrou esperanças de que o país se recuperará com a ajuda europeia.
— Sabemos dos sacrifícios feitos pelo povo grego e os líderes europeus entendem a necessidade de apoiá-los caso queiram permanecer na Eurozona — declarou.
PARTIDO PIRATA TENTA ERGUER BANDEIRA EM TERRAS BRASILEIRAS
Eles já desembarcaram em 60 países, da Alemanha ao Cazaquistão. No parlamento europeu, contam com dois representantes eleitos, entre eles uma sueca de 24 anos – que ficou conhecida como “a mais jovem eurodeputada”. Agora, preparam-se para atracar de vez no Brasil, com a fundação do Partido Pirata Brasileiro, o PPBr, simbolizado por uma vela negra estilizada, lembrando os antigos corsários.
O ato está previsto para o dia 27 de julho na Campus Party de Recife, evento que reúne hackers, nerds, geeks e fãs de tecnologia do mundo inteiro. O local não podia ser mais apropriado.
Formado por jovens que aprenderam a fazer política na web, o movimento não demorou a se espalhar: só em Berlim, na Alemanha, já tem 14 cadeiras no parlamento estadual.
– O partido passou a chamar a atenção no cenário europeu por apresentar uma agenda nova e atrair uma parcela da população que até então não se sentia representada pelos partidos tradicionais – explica a professora de Relações Internacionais da ESPM em Porto Alegre, Tatiana Zismann.
Sigla está longe de obter assinaturas necessárias
No Brasil, o movimento das naus começou em 2007, por iniciativa de ex-estudantes da USP. Hoje, já tem membros em pelo menos 10 Estados, mas ainda navega contra o vento.
Apesar de ter a fundação prevista para julho, precisará percorrer um longo caminho até ser oficializado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se tornar, de fato, o 30º partido brasileiro. Uma das exigências é a obtenção de 700 mil assinaturas no país, e ainda faltam cerca de 500 mil. A intenção é participar das eleições de 2014.
Até lá, o avanço dos piratas nos mares Brasileiros é visto com cautela.
– Na Europa, a tendência é de que se tornem mais moderados à medida que ganharem poder. Por aqui, o desafio será manter a coerência – diz o cientista político Valeriano Costa.
O partido surgiu na Suécia em 1º de janeiro de 2006 e se espalhou por países como Alemanha, Áustria, Bulgária, Canadá, Espanha, Finlândia, França, Polônia, República Tcheca, Reino Unido e Suíça.
Em 2009, o movimento elegeu a mais jovem deputada do Parlamento Europeu, Amelia Andersdotter, então com 21 anos.
Na Alemanha, os Piratas de Berlim foram eleitos para 14 cadeiras do parlamento estadual.
Fonte: Zero Hora
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